EUA lançam novos ataques contra o Irão após ofensiva iraniana na Jordânia

EUA lançam novos ataques contra o Irão após ofensiva iraniana na Jordânia

A operação dos EUA teve início à 01h00 (hora de Lisboa) e terminou pelas 03h00, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

RTP / Adicionar como fonte informativa
U.S. Central Command - Handout via REUTERS

O Exército dos Estados Unidos atacou esta quinta-feira dezenas de alvos da Guarda Revolucionária do Irão, incluindo centros de comando militar e instalações de drones. A operação, que durou cerca de duas horas, ocorreu depois de Teerão ter disparado mísseis balísticos contra as forças norte-americanas na Jordânia.

"Os ataques procuraram diminuir ainda mais as ameaças representadas pelo Irão e pelos seus aliados às forças americanas, à navegação comercial e aos países vizinhos do Golfo", afirmou o Centcom em comunicado.

A imprensa estatal iraniana avançou, por sua vez, que pelo menos três pessoas morreram nos ataques norte-americanos à Ilha de Qeshm.

A Guarda Revolucionária iraniana veio já avisar que irá "castigar o agressor ainda hoje".

Os novos bombardeamentos norte-americanos foram anunciados poucas horas após o presidente Donald Trump ter prometido atingir o Irão "com muita força", depois de forças pró-iranianas terem atacado uma base norte-americana na Jordânia.

Segundo o Centcom, todos os mísseis foram interceptados. As bases norte-americanas na Jordânia têm-se tornado, ultimamente, alvos prioritários do Irão.
Iraque fala em "violação flagrante da soberania"

Também na quarta-feira, as forças dos EUA e da Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos alinhados com o Irão no leste do Iraque, em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas lançados a partir do Iraque.

O ataque conjunto marcou a primeira vez que Riade se juntou publicamente a ataques ao lado de Washington.

A presidência iraquiana denunciou uma "violação flagrante da soberania", enquanto o Conselho de Segurança Nacional anunciou um plano para impedir que o território seja usado para ameaçar países vizinhos.

No Egito, um drone atingiu um navio-tanque de armazenamento de gás de propriedade dos EUA no porto egípcio de Damietta, no Mediterrâneo, informou a empresa britânica de segurança marítima Ambrey na quarta-feira.

Os mais recentes ataques no Iraque e no Egito ameaçam envolver mais países do Médio Oriente no conflito, depois de os Houthis do Iémen, alinhados com o Irão, terem declarado na semana passada um bloqueio naval contra a Arábia Saudita. A escalada em múltiplas frentes, após três dias de relativa calma, demonstra a dificuldade no encerramento de um conflito que leva já cinco meses e abalou a economia mundial.

Antes desta nova vaga de violência, mediadores regionais tinham manifestado otimismo quanto a um regresso das partes à mesa de negociações. O acordo provisório colapsou nas últimas semanas devido ao recomeço dos combates no Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.

A União Europeia convocou para sexta-feira uma reunião extraordinária dos ministros da Energia para avaliar medidas de emergência face à escalada no Médio Oriente.

c/ agências
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